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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Preço do leite aumenta em todo o país



Preço do leite aumenta e Governo promete analisar a situação e tomar medidas dentro de 3 a 6 meses para impedir eventuais prejuízos ao consumidor final.

A subida dos preços do leite é derivada do agravamento das taxas de importação sobre os laticínios e sumos de fruta aprovado em sede do Orçamento do Estado para o corrente ano.

Quem o diz é a empresa Montanhês Cabo Verde que acaba de anunciar na sua página do Facebook o aumento do preço do leite em 15%, com efeitos a partir desta data. A empresa justifica que esta subida preços dos seus produtos se deve ao agravamento da taxa de importação de produtos laticínios e sumo de fruta.

“Informamos aos nossos clientes que a partir de hoje teremos que subir o preço do leite em 15% derivado ao aumento da taxa de importação imposto pelo governo”, escreve a empresa, sublinhando que “será no momento a marca Montanhês na versão meio litro meio gordo e gordo que vão sofrer este aumento, sendo que posteriormente o aumento de 15% vai incidir no pacote de 1 Litro marca Montanhês e marca Frischli”.

A Montanhês Cabo Verde faz questão de informar aos seus clientes que todos os seus leites são de origem certificada, qualidade atestada e reconhecida mundialmente. “Leite Montanhês e leite Frischli são fabricados com leite puro de vaca e não com leite em pó adicionado com água”, avisa.

Perante este facto o Governo já reagiu. O vice-primeiro-ministro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, declarou hoje à Rádio Nacional que o Governo está atento e que o consumidor final não pode ficar prejudicado.

“Estamos atentos. Estamos a seguir e se houver desvio em relação àquilo que foi os objetivos tomamos as medidas que forem necessárias”, prometeu Olavo Correia, acrescentando que dentro de 3 a 6 meses o Governo terá as informações exatas sobre o impacto desta imposição fiscal e assim adotar as medidas cautelares necessárias para o efeito.

Que medidas cautelares? “Várias. No âmbito da fiscalização, do controle de preços. Vamos olhar para o início da implementação desta medida e em função dos desvios o Governo tomará as decisões que se impuser”, responde o vice-primeiro-ministro ministro de Cabo Verde.

Recorde-se que o agravamento de taxas de importação de laticínios e sumos de fruta entre 20 a 35% foi aprovado por unanimidade pelo parlamento cabo-verdiano com os votos da maioria (MpD) e do maior partido da oposição (PAICV).

Na ocasião, vozes da sociedade civil se levantaram contra este agravamento, acusando tratar-se de uma lei feita à medida para proteger a Tecnicil Indústria, uma empresa onde Olavo Correia exerceu funções de administrador até à sua chamada para o Governo, em Abril de 2016.

Mas Olavo Correia não vê qualquer ligação entre uma coisa e outra, defendendo que esta proposta partiu da Câmara do Comércio e Indústria de Sotavento, e mereceu o voto favorável da situação e do maior partido da oposição, PAICV.

Com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2018, o leite e seus derivados, como as natas, que de acordo com a atual pauta aduaneira pagam 5% de direitos de importação, vão passar a pagar 20%. Os iogurtes naturais e com frutas adicionadas passam de 20% para 25% e os sumos de frutas não fermentados passam de uma taxa aduaneira de 30% para 35%.

Apesar do mal-estar que tal proposta provocou na sociedade, na ocasião, Olavo Correia, considerou tratar-se de uma “medida para proteger a indústria nacional” ressalvando, no entanto, que esse aumento não poderá refletir-se nos consumidores.

“Os consumidores não podem pagar a proteção da indústria nacional. O aumento de preço nos direitos de importação tem de ser compensado com a produção local para que o preço médio global fique abaixo do praticado hoje no mercado”, havia dito, acrescentando que a medida funcionaria como um teste. “O Governo vai acompanhar com muito rigor a sua evolução e, se não funcionar, será descontinuada imediatamente”, prometera.

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), por seu turno, teria votado favoravelmente a proposta depois de exigir ao Governo garantias de que estes produtos continuarão a existir no mercado em “quantidade, qualidade e preço” adequado.

Cabo Verde é um país fortemente dependente da importação de produtos alimentares de primeira necessidade, sendo Portugal o seu maior fornecedor (46,5% das importações cabo-verdianas em 2016). Os produtos agrícolas e alimentares são o terceiro maior grupo de produtos exportados de Portugal para Cabo Verde.

Fonte: Santiago Magazine

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Preço dos combustiveis e do butano desceram a partir do dia 01 de Junho


Os preços de todos os combustíveis líquidos e do butano  desceu, a partir das 00 horas do dia 01 de Junho, de acordo com a nova tabela, os preços do gasóleo normal, gasóleo para eletricidade e gasóleo marinha diminuíram 3,67%, 4,51% e 4,57%, respetivamente.

Os preços da gasolina e do petróleo também diminuíram 5,18% e 5,01%, respetivamente, enquanto os do fuel 380 e do fuel 180 reduziram 2,67% e 2,85%, respetivamente, revela a ARE, num comunicado.
O butano passou a ser vendido a granel por 116$00 quilograma (kg), sendo que as garrafas de 3 kg passaram a custar 331$00, as de 6kg, 696$00, as de 12,5 kg, 1.451$00 e as de 55 kg, 6.382$00.
A ARE explica no comunicado que a evolução internacional dos preços de combustíveis, conjugada com a apreciação do Euro face ao Dólar americano, determinaram a evolução dos preços no mercado nacional.
Os novos valores do parâmetro CP (custo de aquisição do produto) e os correspondentes preços máximos de venda ao consumidor final dos combustíveis regulados vigoram de 01 a 30 de Junho de 2017.

sábado, 20 de maio de 2017

Governo admite que dívida a pública é “enorme e excessiva”


O ministro das Finanças reconhece que a dívida pública de Cabo Verde é “enorme e excessiva”, mas “não insustentável” e que o Governo está a trabalhar para reduzir o seu rácio em percentagem do Produto Interno Bruto.

Ministro das finanças- Olavo Correia
Olavo Correia reagia, assim, aos dados da Campanha para o Jubileu da Dívida (CJD), segundo os quais o número de países com crises de dívida subiu de 22 para 27 em 2016, e há mais 80 em risco de entrar em crise, sendo que Cabo Verde está em risco de sofrer uma crise de dívida pública ou privada.

“Isso não é novidade, sabemos que Cabo Verde tem uma dívida pública enorme e excessiva e estamos a trabalhar para reduzir o rácio da dívida pública que tem a sua percentagem no PIB”, lembrou, assegurando que isso não se consegue num único dia e que é uma trajetória para os próximos cinco anos.

Questionado se a dívida do arquipélago é “insustentável”, Olavo Correia responde que “não”, avançando que o executivo está a trabalhar para reduzir o rácio da dívida com percentagem no PIB.

A redução do rácio da dívida pública, segundo explicou, passa por uma aceleração dinâmica da situação económica e ainda por uma maior racionalidade da escolha dos investimentos públicos, para que essa dívida seja colocada numa trajetória de sustentabilidade.

Olavo Correia considerou ainda que a sustentabilidade “é essencial”, para que se possa ter um quadro fiscal mais económico e estável, que no seu entender “é imprescindível” para a dinâmica do crescimento da economia cabo-verdiana.

Os números divulgados pela CJD, uma organização não governamental dedicada a “libertar os povos da dívida”, mostram que “há 27 países em todo o mundo a atravessar uma crise de dívida” pública, incluindo os lusófonos Moçambique e Portugal. Além destes, há “mais 80 em risco de evoluírem para esse estado”.

Segundo a mesma fonte, entre os países que estão em risco de entrar em crise está São Tomé e Príncipe, sendo que o Brasil arrisca uma crise de dívida privada e Angola e Cabo Verde estão em risco de sofrer uma crise de dívida pública ou privada.

Fonte inforpress